13/06/2021

HUSTLER - COMO TUDO COMEÇOU - PARTE 1 DE 3

Eu, uma mulher bonita e inteligente em uma embarcação luxuosa dessas devia ter previsto que haveria problema tanto com homens quanto com mulheres.
Lá estávamos nós no meio do Oceano Atlântico com todo o estilo que é possível ter na face da terra.
O transatlântico Voyager com um nome meio comum, mas que expressava exatamente o que ele fazia no meio do oceano, ou seja, viajava sob ondas calmas e também sob ondas “ignorantes”, mas sem nunca perder sua imponência.
Aqui no interior do mesmo, várias com cabines luxuosas com bares e restaurantes com menus deliciosos são utilizados para os mais torpes acordos entre as pessoas mais ricas do mundo.
Apesar de eu não ser nada rica, sou uma dessas pessoas que fazem acordos escusos. No meu caso é tráfico de drogas. Nestes meus 25 anos, ninguém desconfiou de meu codinome HUSTLER porque existem muitos significados para ele mas com certeza no meu caso não é um dos bons.
Estou representando um figurão de Las Vegas que vive de venda de drogas e o cara está milionário somente da venda de cocaína.
Apesar de tudo, já vi uma espada antiga daquelas no “estilo excalibur” numa grande proteção de vidro temperado e lasers. Não gostei nada do que aconteceu quando me aproximei dela. A danada começou a se mover como quisesse vir em minha direção. Possivelmente alguém quer fazer alguma pegadinha comigo.
Em um determinado dia recebi de um moleque de dez anos chamado Billy que eu conheço muito bem e que vive de vez em quando me pentelhando. Mas na maioria das vezes é um amorzinho. Considero-o como um irmão mais novo ou até com um filho. Mas quando ele está em “missão”, se torna uma pessoa muito chata.
Me entregou um bilhete que dizia para eu ir imediatamente para a cabine 77 para tratar de negócios.
Então compareci e bati na porta com a pequena aldrava que existia na mesma. Aproximadamente em trinta segundos, a porta abriu-se. Então entrei e vislumbrei tudo o que existia dentro da cabine. Uma visão maravilhosa. Um homem de cartola e sobretudo foi logo quebrando minha surpresa perguntando se eu estava com o material a ser negociado e eu respondi que sim, mostrando o que tinha dentro da minha bolsa, afinal não estava caracterizada de mulher que trabalha em corporações.
O homem também me mostrou o dinheiro dentro de sua maleta. Resolvemos jogar tudo em cima da cama. Eu peguei o dinheiro e ele pegou as drogas, mas no momento que eu ia saindo, O inspetor Bernard Gagnon entrou com um mandado, apreendeu as drogas e o dinheiro e nos prendeu em flagrante. Foi então que uma coisa de “outro mundo” aconteceu. 
O tempo pareceu ter parado, todos pareciam congelados, sei que isso parece um clichê mas foi o que aconteceu. No mesmo momento a espada que vi anteriormente estava na porta ao lado de Billy usando-o como intérprete. Billy disse que eu precisava ir até a cabine número cinquenta e dois, de outra forma seria presa e pegaria no mínimo prisão perpétua.
Tentei fugir pelo lado de Billy, mas a espada se moveu e me bloqueou. Billy disse que se for lá terá grandes recompensas. Estranhei aquilo, mas não tive outra opção.

CONTINUA

POR ALCÍ SANTOS 

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