16/09/2021

HUSTLER - NA ESCOLA INTERNA - CAPÍTULO 03

No dia seguinte 4 horas da madrugada no dormitório masculino, Jones está se levantando. Está se preparando para a fuga. Pegou a mochila foi até a Ralph, deu uma cutucada e correu até a porta do dormitório. Ralph acompanhou.

- Precisamos ir até a cozinha. Vamos pegar a carne para dopar o cachorro.

Enquanto isso...

- Vamos Hyla temos que ir até a cozinha - chamou Vanya sussurrando.

As duas meninas saíram do quarto rapidamente. Quando chegaram lá encontraram Jones e Ralph. Ralph já estava com a carne.

- Onde está o sonífero Hyla?

- Aqui, pega Ralph.

Ralph abriu algumas cápsulas e espalhou o pó na carne

- Pronto. Agora é só separar a grana e as passagens e ir embora desse inferno né Hyla?

- Cadê o pirralho? Não veio? - perguntou Vanya.

- Não chamamos ele. Ele só ia atrapalhar a gente.

Neste momento, na entrada da cozinha...

- Não vou não. Ao contrário, eu vou salvar vocês.

Jones colocou a mão na cabeça e disse:

- Essa não.

- Billy deu um sorriso silencioso e Hyla deu um abraço nele.

- Bora Billy se você vai, não se afasta da gente - falou Vanya com semblante sério.

Então eles correram para a entrada da escola. Como era bem afastada da cidade, a porta de entrada não ficava fechada e nem tinha guardas que estavam com o porteiro. A casinha ficava próxima ao portão de grades e o cachorro ficava solto.

Após deixarem o prédio principal, iam se esgueirando até uma parte do estacionamento que tinha algumas árvores.

Neste momento, surge o cachorro correndo em direção a eles

- Joga a carne pra ele Ralph, agora - bradou Jones

Ralph obedeceu e o cachorro parou para cheirar a carne e comeu a mesma.

- Ele tá comendo pessoal, mas não vai ter efeito instantâneo - disse Billy.

- Vamos todos para a Van - ordenou Ralph.

- Podem ir, eu dou um jeito nele.

- Não Billy ele vai te atacar.

- Não vai, eu tenho experiência com cachorros. Vão logo que os guardas vão aparecer em breve.

Contrariados, os quatro correram para a van da escola. Billy correu na direção do cachorro. Os dois foram até bem próximos um do outro e pararam.

Neste momento um guarda nota Billy com o cachorro e segue correndo na direção dos dois.

Billy olha nos olhos do cachorro e aponta para o guarda. O animal sai em disparada. O guarda para e chama o cão mas é tarde demais. O cachorro pula em cima dele e o derruba. Quando ia atacá-lo Billy aparece.

- Parado!

O cão ouvindo aquilo, parou e se manteve como estátua.

- Vigie o homem.

Billy correu até a van onde estavam os outros. Hyla abriu a porta traseira e Jones ligou o automóvel e foi em direção ao portão.

Vanya assustada perguntou:

- Como conseguiu se safar do cachorro?

- Eu hipnotizei ele - disse Billy que sorriu e olhou pela janela.

Vanya, Hyla e Ralph se entreolharam assustados.

A van tinha que passar ao lado do guarda que permanecia no chão vigiado pelo cachorro, mas o mesmo já se balançava sentindo o efeito do sonífero.

Os adolescentes olharam aflitos para o guarda no chão e o cachorro.

Neste mesmo momento, um outro carro veio por trás com velocidade e dando um “cavalo de pau”, parou na traseira da van.

- Diabos, de onde veio esse carro Ralph? - inquiriu Jones

- Sei lá. Pé na tábua até o portão do estacionamento.

Jones seguiu até o portão mas três outros guardas apareceram com escopetas próximo ao portão que estava fechado.

Billy disse aos amigos que os guardas deviam estar com o porteiro.

- Pare a Van agora Jones - gritou Billy

- Nem pensar. Eles vão atirar.

- Se você não parar eles vão atirar do mesmo jeito. Confie em mim.

Vanya olhou para Billy e perguntou:

- Você tem certeza?

- Claro - respondeu o garoto.

Vanya olhou para Jones e mandou ele parar.

- Você é louca? Como pode dar ouvidos a ele?

- Já mandei parar. Pare agora.

Jones irritadíssimo pisou no freio fazendo a van parar.

- Pronto Billy e agora?

- Pulem por cima do banco pra cá rápido.

Vanya pulou e se juntou aos três sendo seguida por Jones.

Billy pôs a mão no bolso e pegou a sua cruz.

- Escutem. Toquem cada um na cruz e saiam imediatamente da van. Os guardas não vão ver vocês até falarem a palavra “consumado”.

- O que você está dizendo, pentelho? A gente vai ficar invisível?

- Confie em mim Jones não temos tempo - falou Billy olhando nos olhos dele.

- Maldita hora em que conhecemos esse pivete - Bradou Ralph.

- Acabou o tempo. Ou vocês tocam na cruz ou eles vão ver vocês. Não há outra saída - explicou Billy tocando a cruz.

Os outros com medo também tocaram.

Jones olhou para os outros e desesperado falou:

- Não sumimos merda ainda vejo vocês.

- Não é pra você não nos ver e sim os guardas. Agora saiam do carro rápido. Me sigam até o portão.

Todos saíram do carro e Billy fez uma observação.

- Escutem, se algum de vocês quiser voltar pra escola sem problemas, a hora é essa. Ninguém vai ver vocês até dizerem aquela palavra. Se seguirem para fora vão saber que saíram aí não poderão voltar atrás.

Todos se entreolharam. Vanya foi a primeira a falar:

- Se der certo eu vou. E você Jones?

- Eu também. Não quero ficar sofrendo aqui. Você também não né Ralph?

- Claro que vou.

- É mas eu acho melhor voltar. Isso não vai dar certo - disse Halla.

- Você depois de estar aqui vai voltar? - disse admirada Vanya.

Ralph esbugalhou os olhos.

- Se você não for, eu não vou Halla. Temos um pacto, lembra-se?

Hayla olhou com pena para Ralph.

- Sinto muito Ralph. Eu estou lhe liberando do pacto.

- Negativo. Eu só tenho uma palavra.

Billy tomou a palavra e disse:

- Então já que desistiram, não esqueçam de só dizer a “palavra” quando ninguém estiver por perto. Depois de falarem, todos voltarão a vê-los.

- Ralph intrigado, perguntou: 

- Como você faz isso? Você é um mini bruxo?

- Billy deu um sorriso e desconversou:

- Outro dia conto pra vocês.

E dizendo isso, foram em direção ao portão, mas teriam que passar pelos guardas.

Ao chegarem no local, a diretora e Hustler estavam presentes.

- Olhem. A diretora e  a Sra. Flower - sussurrou Jones para Vanya

Billy então se apressou.

- Sigam-me. 

E passaram por eles no asfalto e foram em direção à casinha para acionar o mecanismo que abria o portão.

Nisso...

- Não entendi porque esse cachorro está grogue, Caruso.

- Ele está dormindo senhora, acho que foi dopado.

Hustler começou a desconfiar de algo.

- E quem teria feito isso? 

- De muito longe vi uma criança. A única aqui é aquele molequinho novato, Billy.

A diretora Hylda sorriu. 

- Não sei o que você bebeu para achar que um menino de dez anos pode fazer tudo isso. Deve ter sido algum daqueles que ficaram no “castigo”.

Hustler Interrompeu e disse:

- Vou verificar isso. Vou no dormitório deles. Se estiver algum faltando, eu aviso.

A diretora aceitou a proposta e deu a chave do carro para Hustler que após ligar o mesmo, partiu em direção aos dormitórios da escola.

Ao chegar na porta da frente, tentou fazer contato com Billy. Quando estão utilizando a cruz conseguem conversar telepaticamente, no caso, Billy estava usando.

-Hustler para Billy, responda.

No dormitório feminino, Hayla após falar a “palavra” já estava visível novamente. Após entrar silenciosamente, viu um vulto se aproximar na escuridão.

Alguém a empurrou para uma das paredes e disse:

- Amanhã vamos conversar.

Ralph havia conseguido voltar sem problemas e deitar-se em sua cama, mas não conseguiu dormir.

Na casinha do estacionamento, alguns minutos atrás...

- É ali o painel. Aperte aquele botão Vanya - ordenou Jones rapidamente.

Nesse momento, Billy recebe o contato de Hustler.

- Billy, o que está fazendo? Pare com isso. Volte agora.

- Calma, vou dar uma olhada nas redondezas.

- Quem está aí com você? Você está ajudando alguém a fugir.

- Ah Hustler, fiquei com pena deles. Eles querem ir embora. Não aguentam mais os abusos da diretora.

- Pare Billy, se vocês fizerem isso, passarão a ser caçados e aí vai ser pior pra eles.

- Eu sei que você vai resolver isso Hustler. Vou acompanhá-los para não se meterem em encrenca fora da escola. Até mais tarde.

E assim Billy cortou a conexão telepática.

O portão começou a abrir, com os primeiros raios de sol.

Jones e Vanya correram para fora acompanhados por Billy. Imediatamente o porteiro saiu do sanitário e foi olhar lá fora se alguém tinha saído, como não viu ninguém, voltou e fechou o portão.

 

CONTINUA...


POR ALCÍ SANTOS

 

 

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