25/12/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 10 de 10

 

Todos os integrantes do C.H.I.L.D. se prepararam para viajar de avião com o Capitão Frank, na esperança de que aquela aventura pudesse aproximá-los ainda mais de seu objetivo em comum. No entanto, antes de embarcar, Prionalurus, T-35, HZW, Querub e Diab anunciaram que preferiam seguir outras rotas e continuariam suas aventuras por conta própria. A despedida foi breve, mas carregada de promessas de reencontros no futuro.

Enquanto o grupo principal do C.H.I.L.D. decolava ao lado do Capitão Frank, uma tempestade se formou subitamente no céu. Nuvens densas cobriram o horizonte, e o estrondo de um raio ecoou de maneira aterradora. Em um piscar de olhos, a descarga elétrica atingiu a aeronave, que explodiu em mil fragmentos luminosos.

Daquele instante em diante, tudo o que restou foi o silêncio e o pressentimento de que a história do C.H.I.L.D. havia chegado ao fim ali mesmo, nas alturas. O sacrifício, embora repentino, permaneceu marcado nos céus, como uma lembrança trágica.

Prionalurus, T-35, HZW, Querub e Diab, já distantes, perceberam algo estranho ao longe, mas jamais poderiam imaginar que aquela seria a despedida final de seus velhos companheiros. E assim, sem sequer se darem conta de que o C.H.I.L.D. tinha chegado ao fim, continuaram suas jornadas, cada um trilhando seu próprio caminho, carregando na memória as lembranças de um grupo que, mesmo em tão pouco tempo, mudara suas vidas para sempre.

Por Alcí Santos 


ATÉ A PROXIMA TEMPORADA

COM SERIES ELSIEWORLDS.

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 9 de 10

 

O vento soprou de leve, trazendo consigo o aroma da relva molhada e o farfalhar das folhas. Depois de tantos embates e revelações, o silêncio que se instaurou parecia quase sagrado — um raro momento de tranquilidade em meio ao caos que os perseguia.

Rebecca foi a primeira a romper o silêncio. Ela guardou sua arma em um coldre lateral e deu alguns passos à frente, observando com atenção os arredores, agora livres de qualquer resquício do Vigia ou de sua energia.

— Certo, pessoal — disse, com a voz mais firme. — Precisamos decidir nosso próximo passo. Foi um grande avanço ter destruído essa barreira e revelado o verdadeiro inimigo, mas ainda não sabemos quais eram as intenções do Elementar Primordial.

HZW, com a esfera de energia já dispersa, colocou as mãos nos bolsos e franziu a testa.

— Precisamos descobrir onde essa criatura foi parar. Se é mesmo um Elementar Primordial, ele provavelmente não foi obliterado por completo, apenas banido para algum outro lugar.

T-35 concordou.

— Ele vai tentar voltar. Nós o jogamos em um vórtice, mas ainda não sabemos ao certo qual o destino final desse portal. — Ele lançou um olhar para Prionailurus. — Alguma ideia, Pri?

O Gato Impossível arqueou as orelhas, pensativo.

— Quando abro essas fendas, geralmente as crio para lugares longínquos e isolados, onde a realidade é mais fluida. O Elementar Primordial pode até voltar, mas, se o fizer, levará tempo. — Ele meneou a cauda, pensativo. — Ainda assim, concordo com Rebecca: precisamos entender o propósito desse ataque.

Querub aproximou-se, com uma expressão determinada.

— Então, devemos procurar informações. — Ele olhou para Rebecca. — Sei que você conhece pessoas que lidam com arquivos antigos e histórias ancestrais. Talvez elas possam nos dar pistas sobre esse Elementar Primordial e o que o motiva.

Rebecca assentiu.

— Conheço, sim. Podemos seguir para o Arquivo do Círculo, na capital. Eles mantêm registros de diversas eras. — Ela respirou fundo, como se ponderasse as consequências. — Será arriscado; nossas identidades podem estar comprometidas, mas não temos muita escolha.

Diab deu um passo em direção ao círculo de colegas.

— Estamos em menor número e meio expostos, mas, com a ajuda de Prionailurus, talvez possamos chegar lá sem ser notados. — Ele trocou um olhar cúmplice com Querub. — Principalmente se combinarmos nossa luz e sombras para confundir qualquer perseguidor.

Prionailurus, ao ouvir seu nome, ergueu-se e se espreguiçou, felinamente.

— Posso criar atalhos, se necessário. Não tão grandes quanto os que usei contra o Vigia, mas o suficiente para passarmos despercebidos. — Ele lambeu uma das patas antes de completar: — Contudo, não consigo manter muitos portais ao mesmo tempo. Precisamos planejar bem.

Rebecca voltou a encarar o grupo. Agora, todos estavam em sua linha de visão.

— Então é isso. Vamos reunir suprimentos, descansar algumas horas e partir ao amanhecer. O Arquivo do Círculo será nosso próximo destino. Lá, esperamos encontrar respostas sobre o Elementar Primordial.

T-35 colocou a mão no ombro de Rebecca em sinal de apoio.

— Pode contar comigo. E com Pri. — Ele sorriu para o gato. — Essa aventura só está começando.

Querub e Diab também assentiram, cada qual guardando suas próprias reflexões. HZW, ainda pensativo, olhou para o horizonte, onde o sol começava a declinar.

— Que venha o próximo capítulo, então.

Prionailurus meneou a cauda, satisfeito.

— Prometo que farei o possível para que, desta vez, vocês não caiam em armadilhas tão facilmente.

Diante das últimas palavras do felino, todos se olharam, compartilhando um misto de apreensão e esperança. Sabiam que os desafios ainda estariam por vir, mas, juntos — e com a ajuda do Gato Impossível —, as chances de prevalecerem eram maiores do que nunca.

O vento soprou mais uma vez, como se abençoasse a nova jornada do grupo. O crepúsculo aproximava-se, pintando o céu com tons de laranja e rosa. Restava apenas aguardarem o amanhecer para seguirem rumo ao Arquivo do Círculo — e para uma nova página de suas histórias.

CONCLUI A SEGUIR...

Por Alcí Santos

09/12/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 8 de 10

 A escuridão que envolvia a clareira foi quebrada por um brilho dourado que cortou o ar como um relâmpago silencioso. Por um breve momento, a sombra do Vigia pareceu estremecer, e um som sutil, como o tilintar de sinos, ecoou na floresta.

Uma figura ágil e silenciosa saltou de uma árvore próxima, pousando suavemente no centro da clareira.

— Cheguei a tempo, como sempre. — A voz era calma, sem pressa, mas carregada de firmeza.

Do centro da luz dourada surgiu uma criatura peculiar. Um gato. Não, ele não era um gato comum. Seu corpo esguio e elegante lembrava o de um felino selvagem, mas seus olhos brilhavam como estrelas distantes. Sua pelagem era de um tom amarelado puro e uniforme, reluzindo como ouro polido sob o sol do meio-dia. Sem listras, sem manchas, apenas um brilho homogêneo que parecia emitir luz própria. Era Prionailurus, o Gato Impossível.

T-35 deu um passo à frente, seus olhos azuis se iluminando de alegria e alívio.

— Pri! Finalmente, cara! — Ele sorriu largo, como alguém que encontra um velho amigo no meio do caos.

— Eu sabia que você viria.

Prionailurus se aproximou calmamente, andando com a leveza de quem não tinha pressa.

— Eu sempre apareço, T-35. — Ele se sentou ao lado de T-35 e começou a limpar uma das patas, como se não houvesse uma batalha iminente acontecendo.

 — Mas parece que vocês se meteram numa bagunça maior do que o normal desta vez.

Rebecca estreitou os olhos, claramente surpresa.

— Espera... vocês se conhecem? — Ela olhou de T-35 para o gato, o rosto cheio de dúvidas.

Querub observou Prionailurus com um olhar analítico.

— Isso... isso não faz sentido. O Gato Impossível nunca se junta a ninguém, a não ser... Todos sabem disso.

T-35 deu de ombros.

— Sim, ele não se junta a qualquer um. Mas ele e eu somos diferentes. A gente se encontrou aelgumas vezes e... — Ele olhou para Prionailurus com um sorriso. — Digamos que nos entendemos. Não foi, Pri?

Prionailurus deu uma olhada para T-35 e depois voltou a limpar a pata.

— Sim, T-35. A gente se entende. Mais do que você imagina.

Rebecca cruzou os braços.

— Tá, tá, tá... Isso ainda não explica como você, o Gato Impossível, está andando com o nosso grupo. Qual é a história aqui?

Prionailurus levantou a cabeça, seus olhos felinos fixos nela.

— Vocês não sabem? — Ele olhou para o grupo inteiro, movendo o olhar de um para o outro. — Eu não sou apenas o Gato Impossível. Eu fui o parceiro do Homem Impossível.

Silêncio total.

Querub ofegou de surpresa.

— O Homem Impossível? — Ele se inclinou para a frente, claramente chocado.

Diab ergueu as mãos, incrédulo.

— Não, não, não... Você está dizendo que você era o parceiro dele? — Ele balançou a cabeça. — Isso não faz sentido. O Homem Impossível não precisava de parceiro. Ele fazia tudo sozinho.

Prionailurus soltou um suspiro longo e cansado.

— É isso que todos acham, porque é assim que as lendas são contadas. Mas não foi assim que aconteceu. — Ele olhou para o céu, como se revivesse as memórias. — O Homem Impossível e eu... tínhamos os mesmos poderes.

Todos pararam de falar.

Rebecca olhou fixamente para o gato.

— Como assim... os mesmos poderes? — Ela franziu a testa, sua mente tentando entender. — Vocês dois podiam... cortar as regras?

Prionailurus assentiu lentamente.

— Sim. O Homem Impossível era chamado assim não porque ele "desafiava as leis do universo", mas porque ele as reescrevia. E eu também.

Ele olhou para a própria pata, fechando-a levemente como se segurasse o próprio ar.

— Podemos cortar o tecido da realidade, anular regras, mudar a natureza de qualquer coisa que nos limite. É por isso que ele nunca ficou preso por muito tempo. E por isso que eu estou aqui agora.

HZW deu um passo à frente, o olhar sério.

— Isso não faz sentido. Se ele tinha todo esse poder, por que precisava de você?

Prionailurus deu de ombros, ainda olhando para a pata.

— Porque... ele era humano. — Ele olhou para HZW, seus olhos dourados brilhando com intensidade.

— E humanos cometem erros. Humanos duvidam. Humanos hesitam. O Homem Impossível nunca hesitou em lutar, mas às vezes, ele não conseguia ver todas as possibilidades. Eu via. Eu via tudo.

Rebecca suspirou pesadamente.

— Então, vocês não eram "companheiros". Vocês eram iguais.

T-35 apontou para Prionailurus com um sorriso orgulhoso.

— E é por isso que ele é o meu parceiro. Vocês não estão entendendo. Ele não só está "ajudando" a gente. Ele está garantindo que a gente não caia. — Ele olhou para Prionailurus. — Foi ou não foi, Pri? Você nunca deixou o Homem Impossível falhar. E não vai deixar a gente falhar também, né?

Prionailurus olhou para T-35 e deu um leve sorriso.

— Nunca deixei ele falhar. E não vou deixar vocês falharem também.

O Vigia, que até então assistia em silêncio, ergueu a voz, cortando o momento.

— CHEGA DESSA CONVERSA! — Sua voz ecoou como trovões. — NÃO IMPORTA O QUE VOCÊS ERAM NO PASSADO! EU SOU O CICLO! EU SOU O JULGAMENTO!

Prionailurus deu um passo à frente, agora encarando o Vigia de frente.

— Você não é o ciclo. — Ele disse, com um tom firme e tranquilo.

— Você é o Elementar Primordial disfarçado. Eu já vi esse truque antes. Já vi deuses se vestirem de "julgamento" e "equilíbrio" para justificar suas ações. — Seus olhos se estreitaram. — Mas eu vejo além da máscara.

O Vigia deu um passo para trás, mas sua voz continuou firme.

— MENTIRA! EU SOU O JULGAMENTO!

Prionailurus levantou a pata lentamente.

— Não. Você é só mais um trapaceiro tentando controlar o tabuleiro. — Ele cortou o ar com um movimento suave.

O ar se partiu. Literalmente.

Um corte dourado surgiu no espaço, como uma rachadura no próprio ar.

A barreira ao redor de T-35, Rebecca, Diab, Querub e HZW quebrou instantaneamente, como vidro despedaçado.

Rebecca ergueu a arma, agora livre.

— Então, ele estava mentindo o tempo todo...

HZW levantou as mãos, conjurando uma esfera azul de energia.

— E agora ele vai pagar por isso.

Querub e Diab se entreolharam e assentiram. As sombras de Diab envolveram a luz de Querub, criando uma esfera de luz azul e sombras negras entrelaçadas.

Prionailurus deu o último passo à frente.

— Chegou a hora de você parar. — Ele olhou para T-35. — Vamos juntos?

T-35 sorriu, sua energia azul crescendo ao redor de seus punhos.

— Juntos. Dessa vez, sem cair.

Com um último golpe, Prionailurus cortou o espaço com uma precisão cirúrgica. O vórtice dourado se abriu atrás do Vigia.

— Adeus, ciclo. — Ele disse, com firmeza.

O vórtice sugou o Vigia com uma força brutal.

— NÃO! NÃO! — O Vigia foi puxado, sua voz sumindo no vazio.

O céu voltou a ser azul.

Prionailurus, sentado calmamente ao lado de T-35, olhou para o grupo.

— E então? Eu posso ficar no grupo?

T-35 olhou para Prionailurus e sorriu.

— Você nunca saiu, Pri. Você nunca saiu.

O grupo riu juntos, enquanto o Gato Impossível fechava os olhos, ronronando ao som do vento suave.

CONTINUA...

Por Alcí Santos

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 7 de 10

 O silêncio na clareira era quase palpável, preenchido apenas pelo som suave das folhas balançando ao vento. Todos olhavam para o céu, onde o rastro de energia dourada ainda cintilava, se dissipando lentamente. A sensação de paz era real, mas uma tensão sutil ainda pairava no ar.

T-35 apertou o abraço em HZW, como se quisesse se certificar de que ele realmente estava ali. Os olhos de HZW brilhavam como o oceano iluminado pelo sol, e ele retribuiu o abraço com força.

— Também te amo, mano — disse HZW, tentando conter o choro. — E agora podemos fazer isso juntos de verdade. Como antes.

Donny sorriu e cruzou os braços, inclinando-se levemente para eles.

— Vocês dois... Se quiserem um momento de irmãos emocionados, a gente pode dar privacidade.

Rebecca balançou a cabeça, mas o sorriso suave no canto de sua boca não passou despercebido. Mesmo após tantas batalhas, era bom ver aqueles dois juntos.

— Vamos aproveitar essa paz enquanto podemos — disse Rebecca, ainda observando a clareira. — Algo me diz que isso não vai durar muito.

Diab se afastou do grupo, o olhar fixo no horizonte, onde o brilho dourado finalmente desapareceu. Seu semblante era sério, os olhos vermelhos como brasas refletindo preocupação.

— Você está certo, Rebecca — disse ele em tom baixo. — Isso não acabou. O Elementar pode ter cedido por enquanto, mas forças maiores se movem além do que vimos aqui.

Querub virou-se na direção de Diab, sua expressão ainda calma, mas com um brilho de preocupação.

— Você sentiu isso também, não foi? — perguntou Querub, olhando para o irmão com um ar compreensivo.

— Senti — respondeu Diab, apertando os punhos. — Aquela energia... não era só do Elementar. Alguém mais estava observando.

Rebecca arregalou os olhos, girando para encarar Diab.

— O quê? Quem mais poderia estar envolvido nisso?

T-35 deu um salto e caiu ao lado de Diab, batendo as mãos nos quadris. — Ah, não me diga que tem "vilão escondido na sombra" agora. Já passamos pelo chefão, não? Isso não é um jogo de fases, galera.

— Quem dera fosse um jogo, garoto — disse Diab, lançando-lhe um olhar sério. — Não estamos sozinhos. Não estivemos desde o início.

O grupo ficou em silêncio. Mesmo T-35, sempre cheio de energia, olhou para o chão, pensativo.

Donny foi o primeiro a quebrar o silêncio. — Se tem alguém lá fora puxando as cordas, então precisamos nos preparar. Mas, antes disso, devemos cuidar de Ian. — Ele apontou para o garoto, que ainda estava sentado próximo a uma árvore, ofegante, mas agora claramente mais forte do que antes.

Querub foi até Ian, ajoelhando-se à sua frente. Com uma mão suave sobre o ombro do menino, ele sorriu.

— Consegue se levantar, Ian? Seus poderes estão de volta. Seu espírito também.

Ian ergueu os olhos para Querub, com uma expressão de cansaço e determinação.

— Consigo, sim. Eu... eu só preciso de um momento. — Ele respirou fundo, o brilho dourado nos seus olhos voltando lentamente. — Eu nunca pensei que pudesse sentir isso de novo.

— É assim que começa a cura — disse Querub, ajudando-o a se levantar. — Vamos dar um passo de cada vez.

HZW olhou para o céu, seus olhos fixos em algo que só ele parecia ver.

— Eles estão vindo.

Rebecca olhou para ele, os olhos estreitos.

— Eles quem?

— Não sei, mas tem algo no céu. Algo grande. — HZW apontou para o céu, onde uma linha fina e preta cortava as nuvens, como se o céu estivesse rachando. — Não parece natural.

Todos levantaram os olhos.

A rachadura no céu se alargou, revelando um brilho violeta intenso. Não era apenas uma rachadura. Era um portal.

T-35 franziu o cenho.

— Ah, não... Por favor, não. Não agora. Eu acabei de me transformar em jato de novo. Não posso fazer isso duas vezes seguidas!

Uma energia densa começou a sair do portal, semelhante a uma névoa negra, mas com uma viscosidade que se agarrava ao ar. O cheiro de enxofre e ferro queimado preencheu o ambiente. Rebecca imediatamente pegou sua arma e a carregou, seus olhos fixos no portal.

— Posições de combate! Não sabemos o que está vindo, mas eu garanto que não é nada amigável.

O portal pulsou três vezes, como um coração batendo.

Diab deu um passo à frente, as sombras ao redor de seus pés se alongando e se enrolando em torno de suas pernas. Seus olhos vermelhos brilhavam intensamente.

— Não se preocupem. Seja o que for, vamos cortar a raiz dessa vez.

Querub levantou as duas mãos, invocando uma barreira de luz ao redor de Ian e Donny.

— Isso vai proteger vocês. Deixe o resto conosco.

Donny socou o ar, o rosto contorcido em frustração. — Eu posso lutar também, não precisa me proteger o tempo todo.

Querub olhou para ele com serenidade.

— Eu sei que pode, Donny. Mas se você cair, não teremos ninguém para salvar Ian. E não posso deixar isso acontecer.

O portal se abriu por completo.

De dentro, três figuras começaram a se materializar. Duas tinham a forma de crianças, enquanto a terceira era uma figura imensa e encapuzada, de pelo menos três metros de altura.

— Quem... — Rebecca começou a perguntar, mas parou assim que a figura encapuzada olhou diretamente para ela.

Os olhos da figura eram duas órbitas de luz roxa incandescente.

— Vocês interferiram demais — disse a figura, sua voz soando como múltiplas vozes ao mesmo tempo. — Eu avisei o Elementar. Agora ele não pode mais protegê-los.

As duas crianças avançaram, seus rostos pálidos como cera, mas com olhos completamente negros. Elas abriram as bocas, e uma fumaça negra saiu, distorcendo o ar ao seu redor.

— Esses são os Sombrios — disse Diab, cerrando os punhos, suas sombras ganhando forma de lâminas. — Eles não falam. Só obedecem.

Rebecca mirou na figura encapuzada, o dedo no gatilho. — E você? Quem é você?

A figura encapuzada deu um passo à frente, o chão abaixo de seus pés rachando.

— Eu sou o Vigia. E agora, eu vigio vocês.

O coração de Rebecca acelerou. — Isso não soa como uma coisa boa.

— Não — disse Querub, com uma expressão mais séria do que o normal. — Ele não está aqui para observar. Ele está aqui para julgar.

Os Sombrios avançaram.

Rebecca disparou contra eles, mas as balas foram engolidas pela névoa negra ao redor de seus corpos. Diab mergulhou nas sombras, surgindo atrás de uma das crianças e golpeando-a com suas lâminas escuras.

— Eles são rápidos, mas eu sou mais — disse ele, com um sorriso de confiança.

T-35 se transformou em jato novamente, disparando rajadas de energia contra a névoa.

— Certo, "Vigia", vamos ver quem vigia quem!

O Vigia não se moveu.

— Eu não vim lutar. Vim julgar. Se forem dignos, permanecerão. Se falharem, serão esquecidos.

HZW levantou a mão, criando uma barreira de energia brilhante ao redor do grupo.

— Ninguém vai ser esquecido hoje, Vigia. — Sua voz tinha uma firmeza que ninguém havia visto antes.

A batalha começou.

Querub ergueu as duas mãos, conjurando uma esfera de luz azul intensa que crescia a cada segundo. Diab, ao seu lado, fez o mesmo, mas com uma esfera de sombras negras. As duas energias opostas começaram a girar uma ao redor da outra, formando uma espiral.

Rebecca engoliu em seco.

— O que estão fazendo?

Querub e Diab olharam para o grupo e falaram ao mesmo tempo:

— Estamos encerrando isso.

A espiral de luz e sombra explodiu, iluminando toda a floresta.

CONTINUA...

Por Alcí Santos 

02/12/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 6 de 10

 

Enquanto o grupo avançava pela floresta, o som de algo cortando o ar tornou-se mais intenso. Rebecca levantou a mão, sinalizando para que todos parassem.

 O ruído aumentou até que um jato azul com detalhes brancos surgiu entre as árvores, descendo com precisão e pousando suavemente em uma clareira.

Rebecca sorriu levemente ao reconhecer as cores familiares.

— T-35 finalmente chegou. Estávamos esperando por você.

Donny cruzou os braços e riu.

— Sempre gosta de aparecer no último segundo, hein?

O jato começou a se transformar, suas placas metálicas se movendo com fluidez, ajustando-se até revelar a figura de um garoto de 9 anos. Ele parecia completamente humano, com cabelos castanhos curtos, olhos azuis brilhantes e roupas que refletiam as cores do jato: azul e branco. Ele tinha um sorriso travesso e confiante, parecendo pronto para enfrentar qualquer coisa.

— T-35, ao seu dispor! — anunciou ele, colocando as mãos na cintura. Sua voz era clara e cheia de energia, idêntica à de HZW.

HZW deu um passo à frente, com um pequeno sorriso.

— Como sempre, gosta de uma entrada dramática.

— Ei, irmão, estilo é tudo. Além disso, quem mais aqui pode ser um jato e um garoto incrível ao mesmo tempo? — T-35 piscou para o grupo.

Rebecca manteve a postura firme, mas sua expressão suavizou.

— Certo, T-35. Precisamos de você. O Elementar Primordial está perto, e esta pode ser nossa única chance de enfrentá-lo.

— Então vamos acabar com ele. Estou pronto para isso. — T-35 sorriu, animado.

De repente, o chão tremeu levemente, e uma energia peculiar atravessou o local. Duas figuras surgiram das árvores, caminhando lado a lado. Apesar de sua aparência infantil, com cerca de 8 anos, ambos exalavam uma presença poderosa.

Querub tinha cabelos loiros que brilhavam sob a luz natural e olhos azuis profundos que transmitiam calma e determinação. Ele vestia roupas brancas com detalhes dourados que irradiavam energia. Diab, ao seu lado, tinha cabelos ruivos intensos que pareciam refletir a luz ao seu redor, olhos vermelhos que brilhavam como brasas, e vestia roupas escuras com detalhes em vermelho. Sua postura era firme e confiante, contrastando com a serenidade de Querub.

Querub deu um pequeno sorriso, analisando T-35.

— Então, você é o reforço? Fascinante. Sua energia é única.

Diab cruzou os braços, inclinando levemente a cabeça enquanto avaliava T-35. — Ele parece criança como nós, mas gosto da atitude. Vamos ver se consegue acompanhar.

— Conseguir acompanhar?

T-35 ergueu uma sobrancelha e colocou as mãos na cintura.

— Vocês vão precisar correr para não ficar para trás.

Querub manteve o sorriso gentil.

— A confiança dele é inspiradora. Mas vamos ver como você age na batalha.

Diab soltou um riso baixo.

— Espero que impressione, menino.

Rebecca interrompeu com firmeza, chamando todos ao foco.

— O Elementar Primordial está perto. Precisamos de todos vocês. Trabalhem juntos. Não podemos falhar.

O chão começou a tremer violentamente, e uma onda de calor atravessou a floresta. O Elementar Primordial surgiu entre as árvores, acompanhado por uma legião de soldados elementais feitos de fogo e pedra. Sua presença era colossal, e cada passo fazia o solo estremecer.

— Vocês ousam resistir? — rugiu ele, sua voz ecoando como trovões. — Eu vou consumir todos vocês!

Rebecca ergueu sua arma, encarando o inimigo com determinação. — Pode tentar. Mas você vai cair.

T-35 imediatamente se transformou em jato, decolando e lançando rajadas de energia que abriram caminho entre os soldados elementais. Querub avançou com passos firmes, sua energia luminosa irradiando ao seu redor enquanto desintegrava os inimigos com rajadas de luz azulada. Diab desapareceu nas sombras, surgindo atrás dos adversários e os destruindo com ataques rápidos e precisos.

Rebecca, Donny e HZW lutavam no chão, protegendo Ian, que começava a recuperar sua força. Quando o Elementar avançou diretamente contra eles, T-35 voltou à forma de garoto e deslizou pelo chão, criando um escudo de energia que bloqueou o ataque.

— É só isso que você tem? — provocou ele, seus olhos azuis brilhando intensamente.

Querub ergueu uma barreira luminosa para proteger o grupo enquanto disparava raios de energia contra os soldados restantes. Diab, com suas lâminas sombrias, eliminava os inimigos restantes com uma precisão impressionante.

O Elementar rugiu, criando uma explosão de fogo que obrigou todos a recuar momentaneamente. Querub e Diab combinaram seus poderes, misturando luz e sombras em um ataque devastador que atingiu o Elementar diretamente, desequilibrando-o.

T-35 pousou ao lado de HZW, ainda sorrindo.

— Essa foi boa, mas acho que podemos melhorar.

HZW sorriu de volta, assentindo.

— Vamos terminar isso juntos mano.

Com Querub, Diab, T-35 e o resto do grupo lutando lado a lado, a batalha parecia equilibrada. Apesar do imenso poder do Elementar Primordial, a união e determinação deles trazia esperança de uma vitória. A luta estava longe de terminar, mas a esperança era real.

Enquanto a batalha parecia iminente, o Elementar Primordial se ergueu no centro da clareira, sua forma colossal composta de fogo e pedra irradiando uma energia avassaladora. Contudo, ao contrário do que todos esperavam, Querub e Diab permaneceram imóveis, seus olhares fixos no inimigo, sem qualquer traço de medo ou hesitação.

Rebecca levantou sua arma, pronta para o combate, mas foi interrompida por Diab, que ergueu uma mão e deu um passo à frente. Seus olhos vermelhos brilhavam intensamente enquanto ele encarava o Elementar Primordial.

— Por que você está fazendo isso? — perguntou Diab, sua voz firme, mas não agressiva. — Por que atacar estes que não têm culpa? Por que atacar nossos amigos?

O Elementar rugiu, sua voz ecoando como trovões pela floresta.

— Eu sigo minha essência. O equilíbrio foi perturbado, e agora o caos deve reinar. Esses mortais desafiam a ordem natural!

Querub deu um passo à frente ao lado de Diab, seu semblante calmo. Seus olhos azuis cintilaram, e ele falou com uma voz serena, mas cheia de autoridade.

— Você sabe que o equilíbrio não é alcançado com destruição. Somos testemunhas da ordem divina, e isso que você faz não está alinhado com nossa essência.

O Elementar hesitou por um momento, suas chamas tremulando, como se estivesse reconsiderando. Mas logo ergueu sua mão flamejante, mirando no grupo.

— Eles interferem! Eles resistem! E vocês... por que os protegem? Vocês são como eu, mas escolhem o lado errado.

Diab deu um passo à frente, aproximando-se ainda mais, suas sombras oscilando ao redor de seu corpo. 

— Nós escolhemos o lado certo. O lado que entende que equilíbrio é mais do que poder. É justiça. Eles não desafiam a ordem; eles a protegem contra o seu erro.

Querub estendeu uma mão para Rebecca, que ainda segurava sua arma com firmeza.

— Rebecca, abaixe sua arma. Ele não pode nos tocar. Ele é como nós.

Rebecca olhou para Querub, confusa, mas baixou a arma lentamente. T-35, ao seu lado, franziu o cenho, mas permaneceu atento.

Diab se virou brevemente para o grupo, sua expressão mais suave.

— Ele não pode nos ferir porque somos divinos. Mas ele pode ferir vocês, se não o fizermos entender. Isso não é sobre força, mas sobre propósito.

Querub deu um passo à frente e se aproximou do Elementar. Sua voz era firme, mas compassiva.

— Pare agora. Lembre-se do nosso propósito. Não se deixe consumir pelo caos. Você ainda pode escolher o equilíbrio.

O Elementar rugiu novamente, mas desta vez, suas chamas vacilaram, como se houvesse uma batalha interna acontecendo dentro dele. Seus olhos flamejantes se voltaram para Querub e Diab.

— Equilíbrio? — ele repetiu, sua voz menos furiosa. — Vocês acham que eles merecem equilíbrio?

Querub assentiu.

— Merecem. Assim como todos. O equilíbrio não é algo que impomos. É algo que cultivamos, com compreensão e justiça.

O Elementar parecia titubear, sua forma tremulando. Diab deu mais um passo à frente, seus olhos vermelhos fixos no inimigo.

— Você não é nosso inimigo. E eles também não são. Não continue por esse caminho errado.

O silêncio que se seguiu foi pesado. O Elementar Primordial abaixou sua mão flamejante, as chamas que o rodeavam diminuindo gradualmente. Sua voz ecoou pela clareira, agora menos ameaçadora. — Talvez... eu tenha perdido meu caminho.

Querub sorriu levemente, levitando e estendendo a mão para o Elementar.

— Todos podemos nos desviar. O importante é encontrar o caminho de volta.

Rebecca e os outros observavam em silêncio, perplexos com a interação. T-35 finalmente quebrou o silêncio, murmurando para HZW. 

— Querub e Diab são incríveis... Eles literalmente conversaram com um monstro.

HZW respondeu com um pequeno sorriso.

— Eles não o veem monstro. Só alguém perdido.

Enquanto o Elementar recuava, ainda lutando com seus próprios conflitos internos, Diab se virou para o grupo.

— Isso ainda não acabou. Mas ele não é mais nosso inimigo. Não hoje.

Querub assentiu.

— Agora, temos uma chance real de restaurar o equilíbrio. Juntos.

Enquanto o Elementar Primordial abaixava sua mão flamejante, as chamas que o envolviam diminuíram ainda mais. Querub, com seus olhos azuis brilhantes e expressão serena, deu mais um passo à frente, ficando face a face com a imponente criatura.

— Elementar — começou Querub, sua voz calma, mas carregada de autoridade —, você foi criado para proteger o equilíbrio, não para destruir. Mas as ações que tomou deixaram muitos sem defesa, vulneráveis. Se realmente busca justiça, deve corrigir isso.

O Elementar inclinou levemente a cabeça, como se considerasse as palavras de Querub.

— Corrigir? O que você quer de mim, Querub? A humanidade desafiou o equilíbrio. Eles se voltaram contra a ordem.

Querub respirou fundo, mantendo o tom firme, mas gentil.

— Humanos erram. Mas também aprendem, crescem, evoluem. Você retirou deles o que precisavam para se defender, deixando-os expostos. Se você realmente busca equilíbrio, devolva os poderes que tirou daqueles que ainda estão vivos.

O Elementar hesitou, sua forma oscilando enquanto uma chama fraca surgia em seus olhos. Diab, com seus cabelos ruivos e olhos vermelhos brilhantes, deu um passo ao lado de Querub.

— Ele está certo, Elementar.

Diab cruzou os braços, sua voz carregada de um misto de compaixão e severidade.

— Não podemos punir toda uma espécie por suas falhas. Não é assim que o equilíbrio funciona. Você quer justiça, mas a justiça não é crueldade.

O Elementar olhou para os dois, seus olhos flamejantes vacilando.

— E se eles falharem de novo? Se usarem seus dons para causar mais destruição?

Querub sorriu levemente, sua luz azul irradiando calma.

— Então, nós estaremos aqui para guiá-los. Assim como estamos aqui para você agora. A humanidade não está sozinha. Nem você está.

T-35, observando tudo, deu um passo à frente, sua voz carregada de esperança.

— Se eles tiverem seus poderes de volta, eles poderão lutar, proteger uns aos outros e buscar algo melhor. Não tire a chance deles de fazer o certo.

Rebecca, ao lado de HZW, murmurou, seus olhos fixos no Elementar. — Eles estão tentando. É isso que importa. Ninguém consegue equilíbrio se não tiver a oportunidade de se levantar.

O Elementar ficou em silêncio por um momento que pareceu uma eternidade. Suas chamas começaram a diminuir, tornando-se menos ameaçadoras. Ele finalmente ergueu a cabeça, olhando para Querub e Diab.

— Se eu concordar com isso, será por vocês. Não por eles. — Sua voz ecoava, menos furiosa e mais reflexiva.

— Vou devolver os dons que tomei. Mas, Querub, Diab... a responsabilidade será de vocês. Certifiquem-se de que eles não se desviem novamente.

Querub assentiu, seu sorriso se ampliando.

— Nós aceitamos essa responsabilidade. Sempre aceitamos.

O Elementar levantou ambas as mãos, e uma onda de energia poderosa irradiou de seu corpo. Um brilho dourado atravessou a floresta e o resto do mundo e se espalhou, como um vento que carregava vida. Rebecca, Donny, e até mesmo HZW e T-35 sentiram a energia fluir ao redor, como se o próprio mundo estivesse respirando novamente.

— Está feito — disse o Elementar, sua voz carregada de cansaço.

— Os que ainda vivem, agora têm seus dons de volta.

Rebecca olhou para Querub, seus olhos cheios de gratidão. — Obrigada. Isso significa tudo.

Querub apenas sorriu, enquanto Diab se aproximava do Elementar, seus olhos vermelhos ainda fixos nele.

— Você tomou a decisão certa. E nós faremos nossa parte.

O Elementar e seu exército flamejante recuou e suas formas começaram a se desvanecer como fumaça ao vento. Antes de desaparecer completamente, o Elementar lançou um último olhar para Querub e Diab.

— Não me decepcionem.

Quando ele se foi, a clareira ficou em silêncio por um momento. Então, Querub virou-se para o grupo, e com seus olhos azuis brilhando com determinação falou aos seus amigos:

— A humanidade tem uma segunda chance. Vamos garantir que eles a aproveitem.

T-35 virou-se para HZW e dando um abraço bem apertado disse:

Mano, eu te amo demais e seus poderes voltaram. Podemos brincar e voar juntos.

Uma lágrima escorreu dos olhos de HZW. 

CONTINUA...

Por Alcí Santos

01/12/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 5 de 10

 

O refúgio, que antes parecia uma fortaleza inabalável, foi tomado por um silêncio inquietante. A tranquilidade que tinham experimentado ao chegar começou a ruir quando Rebecca percebeu que algo estava errado.

— Donny, você sente isso? — perguntou Rebecca, apertando o punho em torno do cabo de sua arma. Seu olhar vasculhava o entorno, atento a qualquer movimento.

Donny assentiu, os olhos fixos na entrada.

— É como se... algo estivesse nos observando. Não estamos sozinhos.

Antes que pudessem reagir, um estrondo ensurdecedor tomou conta do refúgio. A parede norte explodiu em um clarão de luz, lançando destroços e poeira por toda a sala. O impacto jogou Rebecca e Donny contra as prateleiras, enquanto HZW protegeu Ian com o próprio corpo.

Do meio da fumaça, uma figura emergiu. Era o Elementar Primordial, sua forma imponente cercada por chamas que dançavam em tons de azul e dourado. Seus olhos brilhavam com uma fúria antiga, e sua presença parecia dominar o ar ao redor.

— Vocês desafiaram o equilíbrio por tempo demais — declarou ele, a voz ecoando como um trovão. — Agora pagarão o preço.

Rebecca, cambaleando, levantou-se e apontou sua arma para o inimigo. 

— Não vamos desistir. Você não nos destruirá.

O Elementar ergueu uma mão, e uma onda de energia explodiu em direção a Rebecca. Antes que a atingisse, Donny saltou na frente, ativando seu escudo cinético. O impacto foi devastador, mas o escudo absorveu grande parte da energia, deixando ambos ofegantes, mas vivos.

— HZW, precisamos de uma estratégia! — gritou Rebecca enquanto recuava, tentando manter o Elementar ocupado.

HZW, ainda protegendo Ian, digitava furiosamente em seu terminal portátil. — Estou recalibrando os sistemas defensivos do refúgio. Mas precisamos ganhar tempo. Rebecca, mantenha-o longe daqui!

Donny assentiu e ativou seus braceletes de combate, que dispararam rajadas de energia contra o Elementar. As explosões acertaram o alvo, mas pareciam apenas irritá-lo. Com um movimento rápido, o Elementar disparou um raio de fogo que quase atingiu Donny, queimando parte do solo ao redor.

Rebecca aproveitou o momento de distração e lançou uma granada de dispersão elétrica. O artefato explodiu perto do inimigo, criando uma rede de energia que o desacelerou por alguns instantes. Era o tempo que precisavam.

— Agora, HZW! — gritou Rebecca.

— Sistemas ativados! — respondeu HZW. O refúgio inteiro começou a emitir pulsos de energia, criando uma barreira que enfraquecia os poderes do Elementar.

Mas ele não recuou. Com um grito de fúria, reuniu toda sua energia e lançou uma explosão em larga escala, rompendo parte da barreira e fazendo o teto do refúgio começar a desmoronar.

— Precisamos sair daqui! — disse Donny, puxando Rebecca enquanto ela hesitava.

— Ian ainda não pode ser movido! — protestou HZW.

— Não temos escolha! — rebateu Rebecca. — Pegue ele, agora!

Enquanto HZW e Donny lutavam para carregar Ian, Rebecca ficou para trás, tentando retardar o Elementar. Ela disparava sem parar, cada tiro mais preciso do que o anterior, mas o inimigo avançava implacável.

— Rebecca, vamos! — gritou Donny da saída.

Com um último disparo certeiro que atingiu o ombro do Elementar, Rebecca correu para fora, unindo-se ao grupo. Assim que saíram do refúgio, uma explosão final destruiu o local por completo, lançando uma onda de calor e destroços atrás deles.

Exaustos, mas vivos, eles pararam em uma clareira. O refúgio estava perdido, mas o grupo estava inteiro. Ian respirava com mais regularidade, e, apesar de tudo, havia uma determinação renovada nos olhos de Rebecca.

— Ele não vai parar por aqui — disse ela, olhando para os outros. — Mas nós também não.

Donny assentiu, ainda segurando o escudo. — Se ele quer guerra, vamos dar a ele.

HZW ajustou os sistemas de Ian, certificando-se de que ele estava estável. — Precisamos encontrar reforços. Liv pode ter mencionado algo sobre aliados.

Rebecca encarou o horizonte, onde a fumaça ainda subia do refúgio destruído. — Liv acreditava em nós. Não podemos falhar. Vamos terminar o que começamos.

E assim, mesmo diante das adversidades, o grupo seguiu em frente, pronto para enfrentar o Elementar Primordial e qualquer outro inimigo que surgisse em seu caminho.

CONTINUA...

Por Alcí Santos

30/11/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 4 de 10

Rebecca enxugou as lágrimas com as costas da mão e se levantou lentamente, sentindo o peso da perda, mas também a necessidade de seguir em frente. HZW olhou para ela por um breve momento, percebendo a mudança em sua expressão. Não era mais apenas a dor de uma amiga perdida, mas uma chama renovada de propósito.

— Precisamos sair daqui antes que eles nos encontrem — disse HZW, ainda ajustando as máquinas que mantinham Ian estável. — Essa instalação não vai se manter segura por muito tempo.

— Donny, ajude HZW a preparar Ian para o transporte — ordenou Rebecca, a voz firme, mas com um traço de cansaço. — Eu vou buscar o mapa. Precisamos encontrar o local do próximo ponto de extração.Donny assentiu rapidamente e, ainda visivelmente abalado, começou a desconectar os cabos das máquinas com cuidado. Ian estava fraco, mas respirava. Seu corpo tremia ligeiramente, e a cor pálida de sua pele mostrava que ele ainda estava longe de estar fora de perigo. Mas o antídoto estava surtindo efeito, mesmo que de forma lenta. Cada minuto que passava, Ian parecia se estabilizar um pouco mais, e a convicção de que ele sobreviveria começou a crescer entre eles.Rebecca se dirigiu a um armário de metal na parede oposta, onde eles guardavam documentos importantes e armas. Enquanto revirava os papéis em busca do mapa, encontrou algo que não esperava: uma carta, escrita à mão, com a caligrafia de Liv. Tremendo, ela abriu o envelope e começou a ler."Rebecca, se você está lendo isso, é porque algo deu errado. Eu sempre soube que um dia poderíamos enfrentar algo para o qual não estaríamos preparados. Mas se chegamos até aqui, é porque você, mais do que ninguém, tem a força para continuar. Não lamente minha perda, apenas siga em frente. Há um lugar, um refúgio que preparei caso as coisas se tornassem insustentáveis. As coordenadas estão no final desta carta. É seguro, pelo menos por enquanto. Use-o para se reagrupar, curar Ian, e planejar o próximo passo. Não desista. O futuro ainda depende de vocês."Rebecca dobrou a carta, sentindo uma mistura de tristeza e esperança. Liv, até o fim, estava um passo à frente, pensando em todos os detalhes.— Temos um novo plano — anunciou Rebecca, virando-se para Donny e HZW. — Há um refúgio, não muito longe daqui. Liv o preparou para situações de emergência. Precisamos levar Ian para lá e nos reestruturar.HZW assentiu, terminando de acomodar Ian em uma maca improvisada. Donny, apesar do medo ainda visível em seus olhos, parecia se acalmar com a ideia de ter um novo destino, um novo propósito. Ian, deitado na maca, abriu os olhos por um breve momento. Seus lábios se moveram, mas nenhum som saiu. Donny apertou a mão dele, tentando transmitir força.Quando finalmente chegaram ao refúgio indicado por Liv, Ian estava visivelmente melhor. O antídoto continuava a fazer efeito, e com o tempo e os cuidados recebidos no refúgio, ele começou a recuperar a força. Ian ainda estava fraco, mas o pior havia passado. A cura completa levaria tempo, mas ele estava fora de perigo, e isso era o mais importante.Rebecca, vendo Ian se sentar pela primeira vez após o incidente, sentiu um peso sair de seus ombros. O sacrifício de Liv não havia sido em vão. Eles ainda tinham um caminho difícil pela frente, mas com Ian ao lado deles, e o refúgio seguro para planejar seus próximos passos, a esperança havia renascido. O grupo estava novamente unido, pronto para enfrentar o que viesse, determinado a honrar a memória de Liv e continuar lutando.

CONTINUA...

Por Alcí Santos

07/06/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 3 de 10

 De volta ao esconderijo, o grupo ainda sentia a adrenalina da missão. Ian, agora consciente, estava deitado em uma maca improvisada enquanto Liv e Rebecca examinavam seus sinais vitais.

— Ian, você está bem? — perguntou Rebecca, a preocupação evidente em sua voz.

— Sim, acho que sim. Estou um pouco tonto, mas nada sério — respondeu Ian, tentando sorrir para tranquilizar a amiga. Liv, no entanto, notou algo estranho nos dados biométricos de Ian. — Rebecca, veja isso. Os níveis de toxinas no sangue dele estão alarmantes. Ele foi envenenado.Rebecca franziu a testa.

— Precisamos descobrir qual veneno foi usado e como neutralizá-lo. 

- HZW, pode analisar essa amostra? — disse, entregando uma seringa ao menino. HZW pegou a amostra com precisão e respondeu: 

— Sim, estarei de volta com os resultados em breve.

Enquanto HZW realizava a análise, o grupo discutia os próximos passos. Hector, visivelmente preocupado, olhou para Liv.

— Precisamos manter Ian estável. Liv, você pode cuidar disso?

— Sim, mas precisarei de mais equipamentos e medicamentos específicos — respondeu Liv, já começando a listar mentalmente tudo que precisaria.Donny, sempre disposto a ajudar, disse: 

— Vou buscar o que for necessário. Diga-me o que precisa, Liv.

Ela começou a listar os itens: 

— Vamos precisar de antídotos, soluções salinas, e alguns antibióticos específicos. Vou te passar uma lista completa. Donny assentiu e saiu rapidamente para reunir os suprimentos. Enquanto isso, Liv continuava a monitorar Ian, mas começou a sentir uma leve tontura. Tentou ignorar, focando na tarefa.

Rebecca percebeu que algo estava errado.

— Liv, você está bem? Liv tentou sorrir, mas a tontura aumentou. 

— Estou... só um pouco cansada, acho.Rebecca não se convenceu. 

— Liv, você precisa descansar. Hector, pode assumir aqui enquanto Liv se recupera?

Hector concordou. 

— Claro, Rebecca. Liv, vá descansar um pouco. Precisamos de você em plena forma. 

Liv relutou, mas sabia que Rebecca estava certa. Caminhou até um canto mais tranquilo do esconderijo e se deitou. A tontura se intensificou, e logo começou a suar frio.HZW voltou com os resultados da análise.

 — Rebecca, encontramos traços de um veneno neurotóxico raro no sistema de Ian. Precisamos agir rápido.

Rebecca começou a preparar um antídoto com a ajuda de Hector, mas notou que Liv estava pálida e suando. 

— Hector, algo está errado com Liv também. Hector correu até Liv.

 — Liv, você está ouvindo? O que está sentindo?

Liv tentou responder, mas a fraqueza a dominou.

 — Eu... acho que fui exposta ao mesmo veneno.

A tensão aumentou no esconderijo. Rebecca olhou para HZW. — Precisamos de um plano para salvar ambos.

- HZW, você pode ajudar Hector a preparar o antídoto enquanto eu cuido de Liv.

Enquanto Hector e HZW trabalhavam freneticamente, Rebecca tentou manter Liv consciente. 

— Fique comigo, Liv. Vamos superar isso juntos.Liv, lutando contra a fraqueza, murmurou: 

— Não podemos falhar agora. Precisamos salvar Ian... e derrotar nossos inimigos.

Rebecca segurou a mão de Liv. 

— E vamos, Liv. Juntos, somos fortes. Vamos vencer essa batalha.

Liv com a voz cada vez menos audível parou de responder. O inevitável acontecera com Liv.

CONTINUA...

POR ALCÍ SANTOS 

23/05/2024

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 2 de 10

 A caverna estava em silêncio, exceto pelo som suave das teclas digitadas por Liv enquanto configurava a conexão segura. Hector e Donny estavam ao lado de Rebecca, prontos para qualquer eventualidade. T-35 e HZW sobrevoavam a área, atentos a qualquer sinal suspeito.

— Liv, como está indo a configuração? — perguntou Rebecca, a voz tensa de preocupação.— Estou quase lá, Rebecca. Só preciso garantir que nossa comunicação esteja totalmente protegida — respondeu Liv, concentrada em sua tarefa.HZW, patrulhando o perímetro, comunicou-se pelo rádio: — Nada suspeito até agora. T-35, algum sinal por aí?

— Negativo, HZW. A área parece limpa, mas vamos continuar atentos — respondeu T-35, mantendo os sensores em alerta máximo.De repente, Liv exclamou: — Consegui! Estamos conectados. Vou acessar as bases de dados agora.Rebecca se aproximou de Liv, olhando a tela.

 — Excelente trabalho, Liv. Concentre-se em qualquer informação que possa nos levar a Ian ou aos planos dos inimigos.Enquanto Liv trabalhava freneticamente, Hector e Donny começaram a discutir as possíveis estratégias para o resgate de Ian.

— Precisamos de um plano sólido. Não sabemos quantos inimigos estão envolvidos — disse Hector, preocupado.

Donny, sempre otimista, respondeu: 

— Vamos pensar positivo, Hector. Com as informações de Liv, poderemos bolar um plano de ação eficaz.Liv interrompeu a conversa dos dois.

 — Achei algo. Parece que Ian está sendo mantido em uma instalação próxima. Eles o estão usando como isca para atrair-nos.Rebecca franziu a testa.

 — Isso faz sentido. Eles sabem que vamos tentar resgatá-lo. Precisamos ser estratégicos. HZW, T-35, voltem para a caverna. Temos um plano para discutir.Pouco tempo depois, HZW e T-35 voltaram para a caverna. Todos se reuniram ao redor de Liv, que mostrava a localização da instalação na tela.

— Aqui está o lugar. É uma antiga fábrica, agora convertida em base inimiga. Eles têm Ian lá — explicou Liv, apontando para o mapa.Rebecca tomou a liderança. 

— Certo, vamos dividir em duas equipes. Liv, Hector e Donny, vocês vão pela entrada principal. HZW, T-35 e eu vamos pela retaguarda. Precisamos ser rápidos e eficientes. Nosso objetivo principal é resgatar Ian e neutralizar qualquer ameaça.HZW perguntou: 

— E se encontrarmos resistência pesada?— Tentem evitar confronto direto. Nossa prioridade é sair com Ian em segurança — respondeu Rebecca.

Com o plano definido, o grupo se preparou para a missão. Liv ajustou seus equipamentos, enquanto Hector e Donny verificavam suas armas. HZW e T-35 faziam a checagem final de seus sistemas.Minutos depois, já estavam a caminho da instalação. A noite estava fria, e a tensão no ar era palpável. Ao se aproximarem do local, Liv usou seus poderes para criar uma distração na entrada principal, permitindo que Rebecca, HZW e T-35 se infiltrassem pela retaguarda.

— Vamos nos mover rápido. Temos que ser silenciosos e precisos — sussurrou Rebecca enquanto se esgueiravam pela lateral do prédio.Dentro da instalação, os corredores eram escuros e silenciosos. Liv, Hector e Donny avançavam cautelosamente, atentos a qualquer movimento.

— Lá está ele! — disse Donny, apontando para uma sala com portas de vidro. Ian estava lá, preso a uma cadeira, aparentemente inconsciente.Hector tentou abrir a porta, mas estava trancada. 

— Precisamos de uma chave ou algo para abrir isso.Liv concentrou-se, usando seus poderes para manipular a fechadura. 

— Vou precisar de um minuto.Enquanto isso, Rebecca, HZW e T-35 encontraram um grupo de guardas. Rebecca deu o sinal e T-35 avançou, desarmando-os rapidamente.

— Caminho livre. Vamos — disse HZW, avançando pela sala.Liv finalmente destrancou a porta.

 — Consegui! Vamos, rápido! Eles correram para dentro e começaram a soltar Ian. De repente, um alarme disparou, enchendo a instalação com um som estridente.

— Temos que sair daqui agora! — gritou Donny.HZW e T-35 ouviram o alarme e aceleraram para a sala onde Ian estava. 

— Rebecca, o alarme foi acionado. Precisamos evacuar imediatamente! Rebecca respondeu rapidamente. 

— Todos, retirem-se agora! Vamos nos encontrar no ponto de extração.Com Ian agora nos braços de Hector, o grupo começou a se mover rapidamente pelos corredores, enfrentando uma resistência cada vez maior. Liv usou seus poderes para criar barreiras, enquanto Donny e HZW derrubavam qualquer inimigo que aparecesse.Finalmente, eles alcançaram o ponto de extração. Rebecca já estava lá, preparando a retirada.

 — Vamos, vamos! — instigou ela.T-35 cobriu a retaguarda enquanto todos se amontoavam no veículo de fuga. Com Ian seguro, o grupo partiu, deixando a instalação para trás.

— Conseguimos. Mas isso é apenas o começo — disse Rebecca, olhando para Ian, que ainda estava inconsciente. — Precisamos descobrir o que fizeram com ele e como reverter.Liv assentiu. — E vamos descobrir, juntos. Ninguém será deixado para trás.

O grupo sabia que essa vitória era apenas uma etapa em uma guerra muito maior. Unidos, estavam prontos para enfrentar qualquer desafio que viesse, sempre com a esperança de trazer Ian de volta e derrotar a ameaça que pairava sobre eles.

CONTINUA...

POR ALCÍ SANTOS 

C.H.I.L.D. (O FINAL) - CAPÍTULO 1 de 10

- Esperem aí! - Hector gritou, Liv sentiu a água fria bater em seu corpo e segurou a respiração enquanto se lançava no rio. Hector e Donny caíram ao seu lado, e juntos, eles lutavam contra a correnteza que os empurrava rio abaixo. Liv olhou para cima e viu Ian rindo, um sorriso frio e distante, nada parecido com o amigo que conhecera.
— Rápido, temos que sair da água! — gritou Donny, lutando para se manter à tona.
— Para a margem, agora! — respondeu Hector, apontando para a esquerda onde a correnteza parecia mais fraca.Os três nadaram com todas as suas forças até conseguir alcançar a margem. Liv, exausta, caiu de joelhos na terra úmida, tentando recuperar o fôlego.
— Precisamos nos reagrupar e encontrar os outros — disse ela, ofegante.
— Ian... ele está do outro lado agora — disse Hector, a voz embargada de tristeza e incredulidade.
— Como ele pôde fazer isso?
Donny balançou a cabeça, ainda atordoado pelo que acontecera.
 — Ele não é o mesmo, Hector. Algo mudou nele.Enquanto isso, no outro lado do rio, T-35 e HZW finalmente avistaram seus amigos. Os dois irmãos correram na direção deles, preocupados com a segurança de todos.
— Liv! Hector! Donny! Vocês estão bem? — gritou HZW ao se aproximar.
— Estamos, mas Ian... ele nos traiu — disse Liv, levantando-se com a ajuda de T-35.
— Não pode ser! — exclamou HZW. — Ele estava com os inimigos?
— Sim, e estávamos sob ataque. Precisamos encontrar um lugar seguro e nos reagrupar — disse Hector, tentando manter a calma.
T-35, sempre prático, sugeriu: — Precisamos de um plano. Vamos para a floresta. Lá podemos nos esconder e pensar no que fazer.
O grupo concordou e se dirigiu para a floresta densa. A caminhada era difícil, mas ninguém reclamava. Todos estavam concentrados em sobreviver e entender o que havia acontecido com Ian.
Após caminhar por algum tempo, encontraram uma pequena caverna que parecia um bom esconderijo. Todos entraram e, exaustos, se sentaram no chão.
— Então, o que fazemos agora? — perguntou Donny, olhando para os outros em busca de respostas.
Liv, ainda tentando processar tudo, disse: — Primeiro, precisamos entender o que aconteceu com Ian. Ele não faria isso por vontade própria. Alguma coisa ou alguém o está controlando.
— Mas como podemos descobrir isso? — perguntou Hector.
Antes que alguém pudesse responder, T-35, com sua lógica precisa, sugeriu: — Precisamos de informações. Podemos tentar acessar a base de dados de Rebecca ou do Capitão Frank. Eles devem ter algo que possa nos ajudar a entender o que está acontecendo.
HZW, sempre otimista, disse: — Concordo. E talvez, se conseguirmos encontrar alguma pista, possamos resgatar Ian. Ele ainda pode estar lá, em algum lugar, preso dentro da própria mente.
— Então é isso. Vamos nos preparar e descobrir como acessar essas informações — disse Liv, determinada. — Não vamos desistir de Ian.
E assim, com um novo plano em mente, os jovens heróis começaram a traçar o próximo passo em sua missão. Mesmo com as dificuldades e traições, eles sabiam que, juntos, poderiam enfrentar qualquer desafio e salvar seu amigo.

CONTINUA...

POR ALCÍ SANTOS


NOVO!

HUSTLER - A ILHA - CAPÍTULO 10

Finalmente, ao amanhecer, o enigma se desvendou. Um compartimento secreto na pedra se abriu, revelando não ouro ou joias, mas uma essência l...